Existem histórias que cabem em fotografias. Outras cabem em cartas. A nossa precisou de um domínio, algumas milhares de linhas de código, um céu inteiro e uma estrela de verdade.
Então fiz o que um programador faz quando o coração não cabe numa mensagem: transformei sentimento em código.
Para outras pessoas, são apenas flores, uma estrela, um anel, um filme ou uma frase. Para nós, algumas dessas coisas carregam capítulos inteiros.
Primeiro virou apelido. Depois virou símbolo. E então eu descobri que até o céu podia participar dessa história.
Porque algumas flores fazem exatamente o que eu faço: procuram luz.
Uma palavra virou apelido. O apelido virou história. A história virou este lugar.
“Bipolursa” de um lado. “Estrelinha” do outro. Certas palavras merecem metal.
Buquês, cesta, bilhetes e a minha incapacidade crônica de fazer qualquer coisa de um jeito discreto.
Perto de você eu consigo ser adulto, programador, responsável e absolutamente idiota em poucos minutos. É um talento.
Não como cobrança. Não como promessa impossível. Só como a forma mais simples de dizer: você pode contar comigo.
Uma tentativa completamente injusta de colocar mais de sete anos, mudanças, reencontros, risadas, silêncio, carinho e caos dentro de uma linha do tempo.
Algumas pessoas aparecem na nossa vida e passam. Outras vão ficando em algum canto da memória, mesmo quando a vida muda de direção. Você sempre foi uma dessas pessoas.
Conversas ficaram diferentes. A vontade de ficar mais um pouco ficou evidente. E em algum momento aquela história antiga decidiu escrever um capítulo completamente novo.
Existem cenas que não precisam de fotografia. A memória grava melhor. Porta de casa, coração acelerado e aquela sensação meio absurda de “então era isso”.
Eu provavelmente poderia ter escolhido o caminho normal. Obviamente não escolhi. Quando se trata de você, aparentemente meu cérebro interpreta “um gesto simples” como “vamos criar uma operação especial”.
Não uma estrela desenhada. Uma estrela com nome, certificado, mapa e constelação. Porque chamar você de Estrelinha e parar por aí parecia pouco demais.
Algumas mensagens passam pela tela. Outras mudam de endereço e vão morar dentro da gente. Duas delas estão logo abaixo.
Porque aparentemente agora eu também transformo filmes em bilhetes, cenas em mensagens e minutos específicos em códigos secretos.
Não para colocar um ponto final. Só para guardar algumas páginas enquanto ainda estamos escrevendo.
Das coisas mais bonitas que já recebi de você, duas cabem em pequenos pedaços de papel. O efeito delas em mim, não.
“Obrigada por tanto! Sua presença, seu carinho e tudo o que você faz significa muito pra mim! Sou muito grata por ter você na minha vida.”— Arquivo Bipolursa: guardar para sempre.
“É mentira que a gente só cresce na dor. Eu fico GIGANTE quando tu me ama :)”— Uma frase pequena responsável por uma destruição emocional considerável.
Certificado. Mapa. Constelação. Nome. Eu poderia dizer que foi exagero. Mas depois de tudo que você sabe sobre mim, ninguém acreditaria.
toque nas estrelas ao redor dela
“Estamos todos na sarjeta, mas alguns estão olhando para as estrelas.”— Oscar Wilde
Algumas ferramentas importantes para situações extremamente sérias, como saudade, mau humor, excesso de ironia ou vontade de lembrar que existe alguém pensando em você.
Aperte e receba uma lembrança aleatória do nosso pequeno arquivo de caos afetivo.
Para quando você precisar de uma frase absolutamente parcial sobre você mesma.
Uso recomendado em casos graves de saudade, carência de carinho ou vontade de ser lembrada.
Tecnologia avançadíssima capaz de identificar irregularidades cometidas pela própria Bipolursa.
Gerador automático de diagnóstico para aqueles momentos em que ninguém sabe se você está brincando.
Ativa imediatamente o protocolo oficial Astronauta Bipolurso + Estrelinha.
Toque em qualquer cartão. Alguns abrem lembranças. Outros abrem piadas. Um deles talvez seja uma fraude.
Uma flor que acabou entrando oficialmente na mitologia Bipolursa.
Um daqueles acontecimentos que reorganizam silenciosamente a história.
Porque aparentemente eu considero impossível chegar de mãos vazias.
Quando “Estrelinha” deixou de ser apenas metáfora.
Duas palavras pequenas gravadas num anel.
Porque algumas memórias merecem trilha sonora, luzes e risadas.
Uma combinação extremamente perigosa nas mãos certas.
O programador que misteriosamente desaprende a ser adulto perto de você.
Palavras que provavelmente você não imaginou que eu guardaria desse jeito.
Porque aparentemente até nosso caos precisava de programa espacial.
Um filme, algumas flores e uma mensagem escondida num trecho escolhido.
Informação ainda aguardando validação independente.
Nenhuma explicação adicional será fornecida por razões jurídicas.
Porque alguns acontecimentos exigem replay, câmera lenta e investigação.
Eu vi. Você sabe que eu vi. Seguimos.
Talvez uma das partes mais simples e verdadeiras de tudo isso.
Esta representação foi revisada por absolutamente nenhum astrônomo, mas emocionalmente parece correta.
Astronauta Bipolurso insiste em permanecer em órbita.
Flores. Uma cesta. Um filme. E um bilhete apontando justamente para um pequeno trecho.
Talvez o mais bonito não seja escolher o caminho sozinho. Talvez seja encontrar pessoas que nos fazem enxergar quem somos quando o mundo fica barulhento demais.
Existem algumas palavras que desbloqueiam mensagens diferentes. Você provavelmente conhece todas.
Se você chegou até aqui, provavelmente já percebeu que eu continuo tendo sérios problemas para fazer as coisas de maneira simples.
Eu poderia ter escrito “você é importante para mim”. Poderia ter mandado uma mensagem. Poderia ter usado meia dúzia de linhas. Em vez disso eu comprei flores, inventei surpresas, coloquei seu nome em uma estrela, transformei nossas piadas em capítulos e fiz mais um site.
É que ao seu lado eu me sinto quase como uma criança. Não porque as coisas ficam menos sérias, mas porque existe em mim uma felicidade muito genuína quando estou perto de você. Às vezes eu rio mais. Brinco mais. Falo demais. E provavelmente passo alguns limites do bom senso da engenharia.
Eu não quero que este lugar seja uma cobrança disfarçada de carinho. Nem quero que cada memória bonita carregue uma obrigação. Quero que seja justamente o contrário: um pequeno lugar onde você possa entrar, sorrir, lembrar de alguma coisa e sair quando quiser.
Eu gosto da sua luz. Gosto da sua ironia. Gosto das suas contradições. Gosto das suas brincadeiras. Gosto daquele jeito que você consegue bagunçar o meu sistema inteiro e, estranhamente, ainda fazer tudo parecer mais bonito.
Um dia você escreveu que é mentira que a gente só cresce na dor, porque fica gigante quando é amada.
Eu nunca esqueci.
E talvez seja isso que eu mais queira: que perto de mim você possa crescer pela alegria também. Pela paz. Pelo riso. Pelo carinho. Pelos girassóis. Pelas piadas idiotas. Por uma noite bonita. Por uma mensagem inesperada. Por absolutamente nada além de estar bem.
Eu não prometo ter sempre as palavras certas. Não prometo acertar sempre. Não prometo deixar de ser exagerado, porque essa última seria uma mentira particularmente ridícula.
Mas existe uma coisa que eu consigo dizer sem precisar de animação, JavaScript, certificado, flor, filme ou constelação:
enquanto você permitir, eu fico.
Você pode contar comigo.
Não porque estrelas precisem ser salvas. Não porque precisem estar brilhando o tempo inteiro. Mas simplesmente porque algumas pessoas mudam a maneira como a gente olha para o céu.